Caderno de educação para ampliar a crítica sobre o consumo de drogas: como trabalhar com jovens


Material educativo elaborado para trabalhadores da saúde, educação, serviço social e que têm interesse em trabalhar com o tema consumo prejudicial de drogas. Tem como objetivo apoiar os trabalhadores no desenvolvimento de atividades educativas direcionadas aos jovens. Tendo como finalidade fortalecer grupos juvenis na busca por compreensão das realidades que cercam o consumo prejudicial de drogas, bem como na luta pela transformação das condições que determinam essas realidades.

Coordenação: Iara Ribeiro Paixão.

Pesquisa-ação emancipatória com jovens escolares: relato de experiência

Pesquisa-ação emancipatória com jovens escolares: relato de experiência
Originalmente publicado em Rev Gaúcha Enferm. 2016 set;37(3):e62059.
RESUMO
Objetivo: Relatar a experiência de utilização da pesquisa-ação emancipatória de modo a expor suas potencialidades para problematizar a realidade dos jovens participantes. A finalidade da pesquisa-ação foi a de construir programação midiática de educação sobre drogas.
Método: Relato de experiência de desenvolvimento de pesquisa-ação emancipatória, com 13 jovens de uma escola estadual de São Paulo – SP, no período de fevereiro a setembro de 2014. Foram 13 oficinas demarcadas por cinco fases: exploratória; concretização do tema; instrumentalização teórica e prática; expressão dos novos conhecimentos; elaboração e validação de roteiros.
Resultados: Evidenciou-se que a problematização, inerente ao método da pesquisa-ação, permitiu que os jovens tomassem o processo de discussão como direito importante para refletir criticamente sobre a relação entre capitalismo e consumo de drogas.
Conclusões: A pesquisa permitiu o processo educativo emancipatório e a construção de roteiros de programação midiática de educação sobre drogas, baseados no modo de vida de jovens da periferia.
Palavras-chave: Educação em saúde. Adolescente. Drogas ilícitas. Comunicação em saúde.

Drug education games for youth

Drug Education Games for Youth
Heitor Martins Pasquim, Master of Science; Cassia Baldini Soares, PhD;
& Ricardo Santoro, Bachelor in Psychology

Publicado originalmente em Social Medicine (www.socialmedicine.info) Volume 10, Number 2, August, 2016

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Pesquisa-ação: oficinas emancipatórias como instrumento para coleta de dados e apreensão das representações cotidianas

Originalmente publicado em Sociologia em rede.2015, vol.05, n.05, pp. 03-11.
http://redelp.net/revistas/index.php/rsr/article/view/2soares5

Elda de Oliveira¹, Geisa Colebrusco Souza², Cassia Baldini Soares³

Resumo

Esse estudo analisou as representações cotidianas de escolares sobre os “rolezinhos”. Adotou-se a pesquisa-ação emancipatória (PAE), com jovens entre 15 e 17 anos. Ao final da PAE, houve diferença entre as representações sobre os “rolezinhos”, nem todos conceberam a ideologia midiatizada como verdade ao ampliarem a discussão do fenômeno relacionando-o com as relações de classes sociais. A PAE, embora técnica de coleta grupal, mostrou-se pertinente para apreender as representações cotidianas.

Palavras-chave:

pesquisa-ação, representações cotidianas, “rolezinho”, midiatização

 

Políticas públicas estatais de saúde na área de drogas: o caso do Programa De Braços Abertos (PDBA)

Originalmente publicado em Sociologia em rede.2015, vol.05, n.05, pp. 119-142. http://redelp.net/revistas/index.php/rsr/article/view/8cavalcanti5

Beatriz Cavalcanti¹, Luciana Cordeiro², Cássia Soares³

Resumo

O presente artigo objetiva descrever e analisar as práticas de redução de danos do Programa de Braços Abertos da prefeitura de São Paulo, sob a perspectiva da saúde coletiva, frente ao atual cenário político e econômico das políticas públicas estatais. Para coleta de dados realizada durante a experiência de estágio profissionalizante no programa, utilizou-se a técnica de observação participante.

Palavras-chave: Políticas públicas; Redução de danos; Estado
1- Especialista em Saúde Coletiva e Atenção Primária/USP;
2- Terapeuta Ocupacional e Doutoranda em Cuidado em Saúde da Escola de Enfermagem da USP
3- Professora Livre-docente no Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP

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Processo de trabalho na Atenção Primária em Saúde: pesquisa-ação com Agentes Comunitários de Saúde

Originalmente publicado em Ciênc. saúde coletiva [online]. 2015, vol.20, n.11, pp. 3581-3588. ISSN 1678-4561.http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttextpid=S1413-81232015001103581&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Luciana Cordeiro¹, Cassia Baldini Soares²

O objetivo deste artigo é descrever e analisar o trabalho de agentes comunitários de saúde (ACS), voltado para o desenvolvimento de práticas de atenção primária em saúde, relativas ao consumo prejudicial de drogas. O estudo partiu do referencial marxista e da metodologia da pesquisa-ação, o que conduziu à realização de 15 oficinas emancipatórias. O material foi analisado a partir da categoria processo de trabalho. Este revelou o abandono social do território, meio em que o trabalho dos ACS se processa, o que foi fundamental para o reconhecimento das causas dos problemas relacionados às drogas. Tais revelações permitiram formular críticas às ações reiterativas e desgastantes que se desenvolvem, o que contribuiu para o processo de desalienação e formulação de formas de atuação políticas. Os ACS se encorajaram a reconhecer o objeto do processo de trabalho na atenção primária em saúde, que foi identificado como sendo a doença (ou dependência, no caso do consumidor de drogas) e explicitaram críticas a esse recorte; discutiram a divisão social do trabalho e o trabalho em si e se reconheceram como meros instrumentos do processo de trabalho, passando a desejar ser sujeitos, isto é, a ser coprodutores das transformações das necessidades sociais.

Palavras-chave : Atenção primária à saúde; Agentes comunitários de saúde; Programa de saúde da família; Trabalho; Pesquisa-ação.

1. Programa de Pós-Graduação de Enfermagem,Escola de Enfermagem, USP.
2.Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva, Escola de Enfermagem, USP

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Lazer, Saúde Coletiva e Consumo de drogas

Originalmente publicado em Licere (Centro de Estudos de Lazer e Recreação. Online), v. 18, p. 305-328, 2015.https://seer.lcc.ufmg.br/index.php/licere/article/view/1053/762

Heitor Martins Pasquim¹,  Cássia Baldini Soares²

O objeto desta reflexão é a potencialidade pedagógica do lazer no contexto do cuidado voltado a consumidores de substâncias psicoativas. Neste ensaio se objetiva retomar a perspectiva crítica do lazer e a perspectiva da saúde coletiva como potentes para explicar e intervir na problemática do consumo de drogas na atualidade. Toma-se o lazer a partir do modo de produção capitalista e o consumo de drogas a partir do modelo teórico da determinação social da saúde. Por fim, propõe-se uma prática conscientemente classista do lazer como alternativa ao lazer viciado.

Palavras-chave: Atividades de Lazer. Saúde Pública. Usuários de Drogas.

1- Doutorando em Cuidados em Saúde na Universidade de São Paulo.
2-  Professora Livre-Docente da Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem

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Mudanças no capitalismo contemporâneo e seu impacto sobre as políticas estatais: o SUS em debate

Originalmente publicado em
Saúde soc. vol.24  supl.1 São Paulo abr./jun. 2015 Epub Abr-2015
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902015000500082&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt&ORIGINALLANG=pt

Celia Maria Sivalli Campos 1  , Nildo Viana 2  , Cassia Baldini Soares3
1Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem. Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva. E-mail:celiasiv@usp.br
2Universidade Federal de Goiás. Faculdade de Ciências Sociais. Email:nildoviana@ufg.br
3Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem. Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva.E-mail:cassiaso@usp.br

RESUMO

O objeto deste ensaio é o Sistema Único de Saúde (SUS) compreendido como política estatal de saúde que atravessou, logo nos seus nascedouros, o forte desmonte neoliberal. O texto está dividido em duas partes: na primeira é apresentada a discussão sobre os conceitos de crise, regime de acumulação e análise da situação atual desse regime. Também são sintetizadas as principais características das mudanças mais recentes, mostrando as dificuldades crescentes na acumulação de capital e a tentativa de solução no âmbito das políticas neoliberais, bem como a ressonância desse processo no Brasil. Na segunda parte, partindo-se do pressuposto de que as políticas estatais de saúde são formuladas para sustentar e viabilizar o processo de produção em saúde, é apresentado o conceito de políticas estatais. Em seguida, a discussão centra-se nos impactos da crise sobre as políticas de saúde. Salienta-se que os princípios fundamentais do SUS de universalidade e igualdade foram os mais atingidos pelas políticas neoliberais e se discute algumas repercussões na atenção básica. Chama-se atenção também para o fato de as instituições governamentais engendrarem ações de natureza moral, não essenciais, que funcionam como mecanismos de mascaramento dos processos de privatização da saúde. Esboçam-se também alguns dos desafios postos aos que opõem resistência ao desmantelamento do SUS.

Palavras-Chave: Neoliberalismo; Políticas Públicas de Saúde; SUS; Regime de Acumulação; Capitalismo; Brasil

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